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Placenta - o que fazer com ela?

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A placenta é um órgão humano que ninguém nasce com ele. A placenta se forma durante o processo gestacional quando as mulheres engravidam, então é uma órgão exclusivamente feminino. É através da placenta que vai se desenvolver o novo bebê, é esse órgão o encarregado por levar sangue e nutrientes para o novo corpinho em formação, oxigenar as células, expandir sua capacidade conforme a necessidade de material para formar o bebê aumenta, e fazer todo o trabalho de compor um novo ser humano. No dia do parto, depois que o bebê nasce a placenta precisa também ser expulsa do corpo da mãe por ter concluído sua função orgânica. Aos pouquinhos todo o sangue do bebê que está nela vai sendo automaticamente conduzido pelo cordão umbilical (não cortem o cordão precocemente!) até o corpo do bebê, "esvaziando" o material orgânico do bebê e assim a placenta termina sua missão e pode ser descartada. É incrível pensar que a placenta tenha essa programação toda tão definida com início, ...

Direitos da Mulher no Parto

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Quando a gente está grávida nosso interesse se volta para as questões da fisiologia, das mudanças do corpo, da conexão com o bebê e todas as preparações que temos que fazer para receber aquele novo serzinho que está pra chegar. Um bebê vai precisar de roupinhas, de um berço, de cobertas novas, de acessórios para facilitar o dia a dia dos cuidados... Mas não podemos deixar de nos informar sobre os direitos que a mulher tem garantidos durante a fase da gestação, parto e pós parto. Essas garantias são muito importantes porque levam a melhores resultados para a mulher e seu bebê, além de propiciarem uma experiência mais positiva de maternidade. Durante a gestação toda mulher tem direito às consultas de pré-natal, pelo menos 6 consultas e daí pra mais se a gestação apresentar algum risco para a mulher ou seu bebê. Essa referência de números de consulta deve ser atendida tanto na rede pública de saúdo como também na rede privada/conveniada. Já no parto, é imprescindível o direito...

Bolsa de Água Quente

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Na bolsa da doula tem... BOLSA DE ÁGUA QUENTE! Apesar de associada às vovós e às práticas mais antigas de quando os partos aconteciam dentro de casa, a bolsa de água quente é um recurso poderosíssimo para alívio da dor fisiológica no trabalho de parto natural. Ela é a queridinha das mulheres, até hoje usei água quente em 100% dos atendimentos. Aliada a outros métodos não farmacológicos, como o uso de óleos vegetais para massagem, traz conforto e mais confiança para a mulher no processo mais natural para chegada do bebê. Quando não temos a bolsa de água quente à mão, também podemos usar toalhas de rosto molhadas na água bem quente, que ajudam a distribuir o calor pela região do corpo onde se concentra a dor. A toalha também pode ser usada quando a dor "irradia" para outras regiões, apesar de ter um foco de origem, a dor se "espalha" para outras regiões do corpo e nesses casos a toalha amplia o alcance do calor e promove maior conforto para a parturient...

Vínculo

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É no pós parto imediato que acontece o momento mais oportuno e raro para se estabelecer o paradigma dos vínculos afetivos com a criança que acaba de nascer. A hora dourada. É nessa janela de 1 hora do pós parto, notadamente a primeira meia hora, em que a criança está mais disponível para perceber o novo ambiente e fazer a primeira conexão humana - que deve ser com a sua mãe. A figura materna é a primeira referência humana de proteção, cuidado, alimento, afeto, calor e bem estar para o pequeno bebê que acabou de chegar. E tudo isso vai promover nele a sensação de confiança que ele precisa para poder se desenvolver. Tudo o que a criança consegue coordenar no momento do nascimento são os movimentos dos olhos e da boca, os outros movimentos do corpo são reflexos. Mas com os olhos ela pode, de forma consciente, se direcionar para a sua mãe e olhar para os olhos dela. A criança busca esse olhar e quando encontra para até de chorar - ela reconhece a sua mãe! E com a boca ela vai s...

Copinho coletor menstrual

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Já tem alguns anos que eu aderi ao coletor menstrual, o famoso "copinho". Para quem ainda não conhece, essa é uma alternativa aos absorventes de farmácia (de algodão, embranquecidos e com gel absorvente) e que promove um autocuidado com mais consciência no corpo e na ecologia. Durante a vida reprodutiva de uma mulher, cerca de 40 anos, ela pode chegar a consumir perto de 10.000 absorventes, o que gera um impacto financeiro importante para a parcela feminina da população. O material usado para fabricar absorventes também demora muito tempo para se decompor e ser naturalmente reciclado pela natureza já que não está apto para ser reciclado em outros processos industriais de aproveitamento. Mas para além das questões financeiras e ambientais eu queria pontuar um outro aspecto, que é saber para onde vai o SEU SANGUE, o seu material orgânico que contém a sua energia de vida pulsante impregnada ali. O material descartado na menstruação é o potencial criativo de cada mul...

Próxima Roda de Gestantes - 19/03/2018

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Nossas rodas são encontros especialmente preparados para gestantes, casais grávidos e tentantes, com o propósito de levar orientações atualizadas e seguras para experiência de maternidade saudável. E neste próximo encontro nós vamos conversar sobre a participação do PAI NO PARTO. A gestante tem o direito de indicar de livre e espontânea vontade a pessoa que ela deseja que a acompanhe durante todo o trabalho de parto, parto e pós parto imediato. É assim que está na Lei do Acompanhante, direito fundamental da mulher que virou lei porque é garantia de melhores resultados perinatais. Quando a mulher escolhe o pai para acompanhá-la no parto, a emoção da chegada do bebê fica ainda mais forte. Para o pai é sempre muito enriquecedor passar por essa vivência de acompanhar a mulher durante o parto, não é raro os pais dizerem como se sentiram admirados com a força e potência dessa mulher se transformando em mãe e de como se envolveram completamente com o bebê desde o início. Sem dúv...

Cantar no parto ajuda!

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Cantar durante o parto normal pode soar meio diferente, mas é uma possibilidade que ajuda muito as mulheres a relaxar durante o período do trabalho de parto. Cantar é colocar a voz em melodia, buscando seguir mentalmente um caminho harmonioso das notas musicais sequenciadas em frases musicais. Ao se concentrar para cantar, a mulher está unificando a mente e o corpo numa mesma intenção, o que a auxilia a manter-se com interiorizada. Mas essa não é uma atenção a nível de controle do parto, é mais uma atenção a nível de presença no parto. Ao cantar a mulher estará deixando de prestar atenção no ambiente, nas conversas e movimentos da equipe ao seu redor para se concentrar nela mesma, nas suas sensações corporais e no movimento do seu bebê querendo nascer. Atenção presente e consciente em si mesma! Isso promove uma conexão única para a mãe e seu bebê nesse momento, ajudando a mulher a perceber melhor o seu próprio corpo e as respostas fisiológicas desse corpo à evolução do trabal...