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Mostrando postagens de agosto, 2018

O que pode e o que não pode no parto - parte 3

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Para concluir essa sequência de postagens sobre a revisão das condutas obstétricas, promovida pela OMS - Organização Mundial da Saúde, vamos falar a respeito das condutas adotadas imediatamente após a saída do bebê e que são geralmente inapropriadas para os melhores resultados de saúde. É recorrente a prática de afastar o bebê de mãe logo após que ele nasce, apenas mostram o bebê para a mãe e já levam a criança para a realização de procedimentos de pesagem, medição, aplicação de colírio e outros procedimentos em berçário - longe da mãe. Nesse contexto, o bebê só vai ter a primeira interação com a mãe horas depois, o que prejudica o estabelecimento do vínculo psíquico entre mãe e filho e pode ter repercussão no desenvolvimento psicológico da crianças. Logo após o nascimento, o bebê que nasce saudável NÃO DEVE SER AFASTADO para procedimentos. O bebê deve ser colocado no peito da mãe o mais rapidamente possível para o contato pele-a-pele. E o contato deve ser pele-a-pele mesmo, s...

O que pode e o que não pode no parto - parte 2

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Dando continuidade ao nosso papo sobre a revisão das condutas obstétricas, promovida pela OMS - Organização Mundial da Saúde, vamos falar aqui de um grande avanço dessa revisão que foi a confirmação da demanda das mulheres a respeito da episiotomia, o corte que se faz no períneo da mulher para facilitar a saída do bebê. Há muitos anos as mulheres reclama desse corte, que por aqui os médicos chamam de "pique" ou "cortinho", tentando diminuir o impacto desse procedimento na fisiologia da mulheres. Segundo as evidências, esse corte não é benéfico em nada para a mulher e deve ser utilizado com muita restrição, somente em casos de extrema necessidade e urgência, de acordo com o caso individual. Essa conduta não pode ser utilizada de rotina em todas as mulheres, como é o caso de muitos hospitais e maternidades que determinam o uso de episiotomia em todas as primigestas. Existem estabelecimentos de saúde que possuem um protocolo, um roteiro de procedimentos médico...

O que pode e o que não pode no parto - parte 1

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Recentemente a OMS - Organização Mundial da Saúde divulgou um manual com uma série de condutas revisadas, com base nas últimas evidências científicas. Nesse trabalho, foram revistas as práticas obstétricas mais usuais, quais os seus reais benefícios para as mulheres, sua necessidade e efetividade, bem como foram considerados quais os prejuízos essas práticas poderiam trazer. Uma prática revista foi a questão da movimentação da mulher durante o parto normal. Não se deve manter a mulher deitada na cama durante o parto, essa posição dificulta a descida do bebê, além de ser muito mais dolorosa para a mulher. Já faz muito tempo que as mulheres reclamam de serem mantidas deitadas durante o parto, em alguns hospitais as mulheres são mantidas deitadas e tem suas pernas amarradas em estribos para garantir que não irão se levantar. Amarrar uma mulher durante o parto é muito errado! Outro ponto importante foi a restrição dos exames de toque durante a fase latente, ou seja, a fase in...